Bêbados, psicanalistas, sexo e noites insones; Ovos mexidos, diálogos pós-morte e pessoas que têm merda na cabeça; Animais da fazenda, Afrodescendentes cheios de lascívia e pescarias. É isso que você encontra por aqui.
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quinta-feira, 4 de março de 2010 Monotonia

Muita coisa escrita em itálico pode descrever a persona que é o Glauco. De Guitar man Dynâmico à magna cum laude em direito. O que importa mesmo é que o rapaz é a minha maior influência em quesitos como aspirações, estilo de vida e gosto por arte, principalmente pela música e humor. Feitas as honras, apresento-lhes um poema que ele gentilmente pediu-me para publicar aqui: chama-se "Monotonia"; é dito que foi escrito com ajuda de certa "inspiração boêmia", por assim dizer.

Monotonia

Uma puta e um corno forte
Minh’alma não é do norte
Não cresci jogando a sorte
Cala boca e agüenta o corte

(Monotonia...)

A mulher queria falar
Mas não pôde coisa alguma explicar
O maridão tentou matar
A puta alegre que começou a dar

(Monotonia...)

O padre rezou uma missa
O cara enfiou a piça
No caixão de madeira maciça
Onde estaria a roliça

(Monotonia...)

Ninguém mais entendeu
A puta não se vendeu
O defunto em que se meteu
Era o fortão que se rendeu

(Monotonia...)

Um corte levou no braço
O amante que num talagaço
Partiu o corno em pedaços
E criou todo estardalhaço

(Monotonia...)

Mas eu matei a poesia
Com esses versos de rima vazia
Transformaram-se numa heresia
Mas acabam sendo monótonos


Glauco da Rocha
26/01/2010

sábado, 12 de setembro de 2009 Química dos da Bronha

Sim... eu voltei a escrever algo, como o último texto, digamos, não foi do meu agrado, espero agora agrada-los com um belo poema, que virou moda nos ultimos post's.

Química dos da Bronha

Assim jás, aqui Bergman dizia
"Sem dinheiro, não Metil Amina",
Mas para azia, digamos, que eu curto
Um pouco de Anfetamina.

Para os pobres tenho a solução,
Sem-se a revista estão,
Basta correr para os Aldeídos
HCHO - Metanal e seus sonhos serão construídos.

Metanamina foi a sugestão,
Não disseram qual era a preferencia
Metanoato da metíl(d)a,
E acabo com a "divergência".

Saio comemorando,
Trimeti(l)-amina,
Façam como eu já dizia
Metano-sul(fornico)
E a aula de química como todos dizem,
Fica uma baita de uma put..ia.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 De todas as coisas que eu perdi e sinto mais falta, uma delas é minha mente

Sou um ser mundano, sou devasso
Criado na Forja do Homem
Feito num elo de pecado e aço.

Eu te quero toda, do meu âmago
Mas se não posso te ter é uma pena
Quisera os deuses, somente um afago
Fumo um cigarro, tomo um copo de trago, e assim faço esse poema.

E assim passam os meus dias, todos iguais.
Sei que um gole não prenche os espaços
Muito menos, sei quantos serão os maços
Mas sei também que o coração que bate não é de aço
E que tudo que tu me pedires, sem exitar, eu faço.



Toda minha vida, triste e vazia
Escolher entre você e a bebida
Penso logo nela, aquela vadia
As duas me trazem igual alegria.

No momento da sua despedida
Vou tomar apenas uma batida,
Não será amanha, será agora
Pra não lembrar que tu foste embora
E junto levaste o meu coração.

Longe dos olhos, meu coração não chora
Quanto maior a distância menos a sofrer
Sofrendo a toda noite, a toda hora
Me afogar em lagrimas num copo a beber.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009 Poema do Paulo

Saudosista, niilista, preguiça
Ateu, apogeu, filisteu
surpreso quando leu numa revista
que o mais tenso filósofo, sou eu

Se numa partida de taco
sobra-lhe graça e esquivez,
enxágua-lhe o sovaco
e o suor escorre pela alva tez

Desencorajado nos anos de infância
Um culto só, em meio à ignorância
A cidade de merda em que uma vez nasceu
Lá no litoral, onde mora algum primo seu

A revolução chegou de fato com a sua chegada
Pra começar, tapou os buraco da estrada
Usando uma escova e um balde d'água
Lavou muros e as paredes lá pichadas

Varreu a areia da praia,
contruiu algumas dunas
Mas fez isso num piscar;
Voltou a tempo de fazer as unhas

Leva a vida na labuta árdua
Mas não esquece de sorrir da dor;
Aquece o coração dos outros
Com o toque do seu desfibrilador

De grão em grão,
A galinha enche o papo
De verso em verso,
Essa estrofe enche o saco

Água mole em pedra dura,
tanto bate até que fura.
(Estes versos foram censurados. Mas dou-lhes uma dica:
use um trocadilho, porque estas rimas não são ricas)

Em meio aos seus miolos,
teias e morcegos, pequenos dejetos animais
Mostrando que por debaixo dos cabelos
Seu cérebro, já não usa mais

terça-feira, 4 de agosto de 2009 Punheta

Quando a vejo, uma explosão
Em minha calça, uma festa.
Não há chance alguma, ela atesta
D'eu estar nela, em seu coração.

- Foi só umazinha - ela diz.
Mas por entre colchas & coxas
Em meio a ais e poxas, penso eu:
- Com ela, queira eu, poder ser feliz.

De seu sorriso de Vênus e boca macia
De uma volúpia majestosa
Daquela fabulosa goza
Donde o som saía, daquela que gemia.

De que me vale, suspirar em vão
Na noite fria de inverno, sozinho
Me perder, com ela no inferno
Quando aqui, meu consolo é minha própria mão.

domingo, 1 de junho de 2008 Primeira Seção de Poemas do Hail to the King, Baby!

Pássaros Assassinos

Estava calmo como um jirico
me veio a estranha sensação
parecia que estava no banheiro
mas o cheiro de lá, não veio não!

Algo nojento planava até meu tenis
quando meu pé aterrissava ao chão
Veio a minha mente uma vaca voando
cagando sem compaixão.

Tive medo
pensei até na morte
pois uma vaca cagando,
não há quem suporte!

Olhei para o arranha-céu
me deparei com pequenos riscos,
eram passaros de média estatura,
causando um tipo estranho de chuvisco.

Chuvisco branco?
não há como se esconder,
o pássaro estava irritando
ele iria ter de morrer.

Tirei de minha pasta,
um pedaço de cano
ia soca-lo no rabo do pássaro,
mas estava todo mundo olhando!

Pensei em algo discreto
peguei uma funda,
o pássaro já não parava mais...
e se riu todo, confundido
funda com bunda!