Bêbados, psicanalistas, sexo e noites insones; Ovos mexidos, diálogos pós-morte e pessoas que têm merda na cabeça; Animais da fazenda, Afrodescendentes cheios de lascívia e pescarias. É isso que você encontra por aqui.
Mostrando postagens com marcador Caio Jaeger. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Caio Jaeger. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de abril de 2010 Manual da primeira sacanagem

Aqui está um manual básico de como reagir a primeira esperiência sexual. Afinal de contas, não é todo mundo que teve a sua primeira vez durante um ritual ocultista para Abramelin regado a ayahuasca.

Essa coisa toda de virgindade e seus tabus só confunde a mente dos jovens - que diga-se de passagem, é uma bosta fervilhando ideias - criando um receio para expandir seus horizontes sexuais. Tudo na horizontal.
Esqueça tudo que você já leu sobre sacanagem e guarde apenas esses ponto aqui ditos.

Boys: As mulheres, ao contrário do que você os fundamentalistas muslins pregam, devem sentir prazer na hora da putaria. Não dê uma de miojinho e acabe tudo em 3 minutos, lembre-se que existe outra pessoa com você pedindo prazer sexual. Se você está prestes a ter um orgasmo precoce pense em coisas broxantes, tipo as varizes da sua tia-avó ou na economia emergente de mercado. Caso contrário é bem provável que você fique na mão na próxima, se é que você me entende (punheta).

Girls: Sim, os homens só pensam naquilo, como diria a saudosa Dona Rosinha. Faça a vontade crescer dentro dele e diga não... só durante um tempo. Mas depois na hora do tchãn não fique estática de pernas abertas esperando que ele faça tudo; pule, grite, fale sacanagem. Tome a iniciativa se estiver afim. Convide aquela sua amiga gostosa que tanto falam - hoje vivemos numa sociedade liberal e como diz o bom ditado, quanto mais, melhor. Lembre-se: se o cara broxou a culpa é toda sua, quer dizer que você não o fez sentir-se a vontade no ato. Prazer oral nessa hora é o melhor remédio.

Camisinha é uma bosta, mas você deve usar sim.
Lembre-se: sexo é saúde, suor & sacanagem.

Em outros casos procure o Boston Medical Group.

terça-feira, 6 de outubro de 2009 Coisas Sem Sentido

Aqui vai uma série de perguntas em que nos momentos etílicos fico me perguntando, perguntando aos outros e enchendo o saco da gurizada que me dá conversa sobre essas questões filosóficas demais, e eu fico prolongando.


Porque sempre morrer para salvar alguém é a opção mais bonita na maioria das situações criticas?

Isso é ridículo, tá certo que é um gesto de extremo sacrifício, mas também ninguém vai lembrar muito de ti depois de morto. Virar mártir é para os bobos e egocêntricos.


Porque sexo proibido é mais gostoso?

Existe toda aquela excitação de momento, a adrenalina disparando e o medo de ser pego no ato; pura bobagem. Sexo é ótimo a qualquer momento, mas quando é proibido as chances de dar tudo errado são maiores e acredite, elas dão.
(entendeu o trocadilho no final, hã hã?)


Porque essa coisa de “eu nasci no tempo errado” e venerar os ídolos do passado?

Coisa de gente com medo de experimentar o novo, alem de não ter apego pelo seu tempo, o agora. Saudosismo é coisa de gente medrosa. Pense diferente, inove e torne-se um ídolo do futuro.


Aprendemos alguma coisa na escola?

Não. Só a seguir velhas ideologias. Nem os professores têm certeza plena do que estão ensinando. O que está certo hoje pode (e deve) ser obsoleto no futuro.


Para que serve a moda?

Serve para suprir os estímulos que sofremos pelos meios de comunicação, que são controlados pelas grandes corporações, estas pertencentes aos controlam os midiáticos, e assim o círculo vai se completando. E você, com cara de bobo, olhando aquelas mulheres magérrimas e sem bunda usando um bando que roupa feia pra caralho.


Pra onde nós vamos depois de morrer?

Primeiro pro necrotério sofrer uma autopsia, depois o velório e finalmente o cemitério da sua cidade natal.


Porque o cachorro entrou na igreja?
Porque a porta estava aberta.


Porque os pais dos nossos amigos são sempre melhores que os nossos, mas melhores que nossos avós não há?

Porque o convívio com os pais de nossos amigos é sempre breve, e de cima todo mundo parece ser legal, o problema é quando se conhece melhor as pessoas. Já em relação aos avós é parecido em relação ao primeiro caso, mas existe uma questão mais humana ainda, que é de aproveitar o tempo com eles, já que são mais velhos e vão morrer mais cedo do que você gostaria (claro que ninguém gostaria dúh)

Porque temos certeza sobre os dogmas da sociedade atual e que segui-los é o melhor modo de viver?

Isso é coisa que sociólogo bundão colocou na sua cabeça, mané. Vive a tua vida como tu bem quizer, basta não ferir as idéias de outros indivíduos que ta tudo beleza.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009 - Não seja lascivo Johnny


- Não seja lascivo Johnny...
- Porque lascivo? O que é lascivo?
- Err... não sei bem ao certo o que é isso, só achei que ia ficar bonito na frase.

(...)
- Mas como eu te dizia (uma pausa caótica cai sobre a conversa, pessoas tensas procurando o que falar) Iaí, tem visto a velha turma?
- Que velha turma? A do bairro?
- É, esses mesmo. Rogério, o Porquinho, o Pancho...
- Hum. Vi sim.
- E...? O que me conta de novo?
- As pessoas mudam bastante, isso eu tenho certeza.
- Tá mas o que mudou. Toda a velha turma tá casada né? Esses dias eu encontrei o Pancho no cinema, tava com um amigo, tava estranho sabe. Não entendi muito a dele.
- Pois é. Ele tava casado.
- Aham, eu fiquei sabendo. Casou com a Claudia, que tinha aquele super apê na Independência, ô galo velho! Aquele se deu bem.
- É, mas não deu muito certo. A mulher dele pegou ele no flagra num motel no centro.
- Putz grila! Mas também o Pancho nunca foi flor de cheirar com pouca venta... Quem era a outra?
- Não havia outra.
- Como assim?
- Sabe o amigo que tava com ele no cinema? Eles não são apenas amigos...
- Não creio nisso! Quer dizer que... os dois...
- Isso mesmo. Brincam de esconder o salame.
- Onde esse mundo vai parar?
- Eu que o diga... Isso é mesmo necessário?
- Eu estou tentando facilitar as coisas. Fica mais fácil pra fazer meu trabalho, sabe.
- Sei, entendo.
(...)
- E o que tu me diz desse governo ai? Uma roubalheira, não?
- Defina roubalheira pra mim, porque tu tá com uma faca na mão sabe, apontando pra mim, se tu não ta me roubando o que tu estaria fazendo? Tentando passar manteiga na minha cara talvez?
- Ah não vamos tornar isso pessoal Johnny Boy. É só o que eu faço da vida. Espero que tu entenda sabe.
- Ah claro! Entendo perfeitamente o meu amigo de infância celebrando os velhos tempos, com um assalto na frente da minha casa. O que você espera, que eu te convide pra entrar pra tomar um chá com biscoitos?
- Não seria má idéia sabe (sic).
- Eu estava sendo irônico! Argh.
- Não seja lascivo de novo Johnny. Se você não tivesse me reconhecido eu teria só pego a tua carteira e caído fora. Agora tu aprendeu a lição.
- Qual lição? Suspeitar de gente usando toca ninja numa noite de verão?
- Não. Nada de momentos nostálgicos, é sempre uma tragédia. Mas é uma pena que eu não te assaltei ali no bar da esquina,aí nóis podia tomar um chopps.
- Prefiro me arriscar e comer um pastel na rodoviária a ter a tua companhia de novo.
(...)
- Não vejo como nos despedirmos então eu vou fazer o procedimento praxe com meus clientes...
- Tu quer dizer vitimas, né?
- Calado. Err... vira aí e conta até dez. Se tu me seguir eu te... hum... eu te faço alguma coisa com essa faca!
- Tipo esfaquear?
- É, isso serve.
- Interessante.
- O que é interessante? Eu te esfaquear? Eu, particularmente não gostaria de fazer isso porque...
- Não, não é nada disso.
- Então qual é o problema?
- Eu vou falar com a tua mãe. Sobre isso tudo.
- Epa! Como assim? Tu tá trapaceando. Tu nunca faria isso.
- Ah faria sim. Já fiz antes. Aquela vez com a história de fazer bolheadeiras e tocar nos fios de alta tensão. Fui eu que contei pra tua mãe. Euzito.
- Eu sabia! Seu filho da puta! Sempre soube o quão baixo tu era.
- Sim, sou vil, a ponto de hoje tá assaltando as pessoas na rua... Não, perai, esse é tu. Me esqueci.
- Rá! Sempre gracioso, fazendo piadas para relaxar. Ah como somos bobos não é verdade? Vamos esquecer tudo isso, ok? Eu prometo não assaltar mais você...
- Isso foi exatamente o que o advogado falou na ultima vez...
- ...Vamos voltar aquela velha “tchurma”...
- Você poderia ao menos devolver os meus documentos né. Vai ser uma baita mão tirar uma 2ª via de tudo de novo.
- ...Combinar uma churrascada! Isso! Sim Sim! Um churrasco! – Eu sou realmente um gênio, rá.
- Ta ok. Mas primeiro você poderia me emprestar uma grana. Eu fui assaltado por um amigo de longa data, sabe?
- Haha, você acha que sou tolo? Não seja lascivo meu velho Johnny.
 
 
 

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 De todas as coisas que eu perdi e sinto mais falta, uma delas é minha mente

Sou um ser mundano, sou devasso
Criado na Forja do Homem
Feito num elo de pecado e aço.

Eu te quero toda, do meu âmago
Mas se não posso te ter é uma pena
Quisera os deuses, somente um afago
Fumo um cigarro, tomo um copo de trago, e assim faço esse poema.

E assim passam os meus dias, todos iguais.
Sei que um gole não prenche os espaços
Muito menos, sei quantos serão os maços
Mas sei também que o coração que bate não é de aço
E que tudo que tu me pedires, sem exitar, eu faço.



Toda minha vida, triste e vazia
Escolher entre você e a bebida
Penso logo nela, aquela vadia
As duas me trazem igual alegria.

No momento da sua despedida
Vou tomar apenas uma batida,
Não será amanha, será agora
Pra não lembrar que tu foste embora
E junto levaste o meu coração.

Longe dos olhos, meu coração não chora
Quanto maior a distância menos a sofrer
Sofrendo a toda noite, a toda hora
Me afogar em lagrimas num copo a beber.

domingo, 6 de setembro de 2009 O real significado das palavras

Vai aqui uma lista das palavras, expressões e demais conjuntos de idéias que estão muito na moda, todo mundo usa, mas ninguém sabe realmente oque significa aquela “coisa maneira” que o seu amigo metido a besta fica falando.




Cult – expressão do inglês que quer dizer velho, demorado e entediante.
O que muita gente nem imagina é que a palavra, na língua chinesa, é um sinônimo de sanduíche de nata de leite de Iaque com mel. É por isso que ninguém na China aceita ser chamado de Cult.

Blasé – do francês quer dizer: eu adoro isso, mas não dou o meu braço a torcer porque me acho superior e quero demonstrar isso.
Há ainda aquelas pessoas que dizem que adoram o que é blasé, mas esses são os que, de fato, não curtem mesmo.

Proto – prefixo que do grego dá uma ideia de primeiro, recém.
Exemplo: - Ei garota, eu tenho um proto-bilau.
Não faço ideia da onde o Caio tirou essa.

Poser – expressão do inglês. Significa que alguma coisa ou pessoa se mostra em excesso sem um motivo aparente. Uma necessidade em aparecer, ou “posar”.
Outras apenas criam blogs e criticam o estilo dos outros.

Pseudo – prefixo grego para algo ínfimo, que não chega a ser algo concreto. Que tem a intenção de ser, mas não o é.
Exemplo: - Saca só essa banda, cara. Eles tocam um electro-new-rave-shit-rock! É do caralho!
Se quiser xingar alguém, diga-lhe que ele possui um Pseudo+(genitália).

Démodé - do francês: Fora de moda. Mas que daqui a uma semana todo mundo vai voltar a gostar.
Como os tênis Nike de cano longo, os discos de Vinil e o seriado "Um Maluco No Pedaço".

Hype - gíria inglesa da palavra hyperbole. Significa: Excessiva publicidade em torno de uma ideia, pessoa ou produto. Aquela coisa que passa uma vez na TV e fica martelando dias e dias na porra da sua cabeça.
A Tec Pix, filmes baseados em livros de romance adolescente, Sarney, Globo x Universal (a Igreja, não a produtora), o Twitter da Nair Bello e qualquer outra coisa que geralmente se usa para iniciar uma conversa com quem você não conhece.

Déjà vu - é uma expressão francesa. Usado em qualquer momento de pane do cerebral.
Na verdade, as pessoas que dizem isso só querem uma maneira mais branda de dizer: "Eu estive aqui semana passada, mas estava muito bêbado pra lembrar exatamente o que fiz."

Mainstream – palavra inglesa. Denota algo que está em foco nos dias atuais e é produto de consumo pelas grandes massas. Gente Indie não faz nada que seja Mainstream, isso às claras.
E outra coisa: Sílvio Santos É Mainstream. Não importa o que diga o Roque.

Vintage – vem do inglês. Significa algo que se encaixe nos padrões de comportamento da época da sua querida vovó, velho pra caralho (ex. anos 50) ou apenas que sua queridinha mamãe usou na sua juventude em meio a toda aquela erva da boa (anos 70).
Obs.: Nos 60’s eram só hippies, que usavam colares de contas e não deixaram nenhum traço marcante na nossa cultura, afinal das contas, tudo que eles faziam era fumar um e ficar “à vontade”.
Outra coisa: esta expressão já está Cult. Experimente chamar um "Underground" de "Vintage" e você será taxado "Démodézinho de merda".

Flamboyant - do francês, é uma espécie arbórea e também algo muito espalhafatoso. Significa "hey, olhe para mim mona! eu estou aqui benhê, ui!

Underground - O pessoalzinho de estilo mais tímido, mas nem por isso menos incisivo. O tipo que quando estavam na escola, eram rebeldes e achavam todo mundo idiota, e seu maior sonho era encontrar alguém que julgasse estar à altura das suas idéias, para juntos poderem discutir coisas como: "o fim de boas bandas que não se venderam", ou: "programas de tevê revolucionários que não vingaram". E, é claro, para que um concorde quando o outro disser: "Nossa, todo mundo aqui é idiota. Eles não sabem o que é música/filme/literatura de verdade". E depois se explicam e se justificam.
Ou aquelas bandas de nomes estranhos que insistem em não fazer sucesso por quererem tocar apenas para o público que acham que as entende. O negócio é que no final ninguém se entende e essas pessoas vão ser esquecidas, suas memórias varridas da história e as futuras gerações se perguntarão: "O vovô era o idiota ou as outras 6 bilhões e meio de pessoas que não concordavam com ele é que eram?"

Indie - O estilo musical moderno das pessoas que não se acostumaram com a fama. Ou que nunca vivenciaram ela. Aquele que faz você ter que chegar aos confins da internet, procurando por músicas de bandas das quais nenhum dos seus conhecidos jamais ouviu falar, por que eles insistem em não assinar nenhum contrato com gravadoras. São uma variação de músicos underground, só que mais alegres. Alguns vão me xingar por essa. Ou pelo menos aqueles que lêem o que se escreve por aqui. É, vocês dois.

Vegan – Do inglês significa: gente chata que não têm hábitos alimentares vegetarianos por suporem que os animais têm sentimentos e assim não devem ser devorados.
Nada a ver com o Vega, o vilão mais estiloso do Street Fighter.

terça-feira, 1 de setembro de 2009 Vergonha

- Querida, eu vou tomar um banho.
- O sabão não vai lavar a vergonha.
- Hã, Como? Eu não... ah!
- Isso mesmo. Eu sei o que você tem feito, Edgar. Sei tudinho.
- Como assim você sabe? Para começar, o que eu tenho feito? - Afinal das contas nem sei do que estou sendo acusado!
- Ah, Por favor né! Não se faça de desentendido! Já não lhe basta me enganar durante todos estes anos? Já não lhe satisfaz isso?
- Você está ficando louca, é, só pode ser isso. Pronto, era só isso que me faltava. Você ficand...
- Não me chame de louca não. Louca é a senhora sua mãe.
- ...Você ainda não me disse qual o motivo do escarcéu, queridinha...
- Pois muito bem. Eu quero saber, qual é o motivo, de quem é aquelas marcas de batom no seu terno. Explique-se. Quem é a sirigaita que andou te deixando marca?
- Foi você.
- Vai a merda. Você acha que eu to brincando? Tu acha que eu sou palhaça, é isso? Fale logo seu besta, antes que eu parta a sua cara.
- Não estou brincando. Foi você mesma. Pense bem, a ultima vez em que eu usei aquele terno foi no aniversario de casamento da sua prima Silvinha. Depois nós voltamos e demos uma brincadinha, se lembra? Além disso, eu detesto usar aquele terno, ele fica me pinicando, dá coceira. Detesto.
- Uhum. Sei bem.
- Agora que já está tudo esclarecido, posso ir tomar meu banho, hein?
- É pode sim. Eu vou dormir, amanhã tenho que acordar cedo. Vou no cirurgião plástico, estava pensando, preciso tirar essa linhas de expressão do rosto...
- ...Cirurgia não vai remover as marcas.
- O que você disse!? Repita se você é homem suficiente.
- Você ouviu na primeira vez.
- Canalha!
- Velha!

terça-feira, 4 de agosto de 2009 Punheta

Quando a vejo, uma explosão
Em minha calça, uma festa.
Não há chance alguma, ela atesta
D'eu estar nela, em seu coração.

- Foi só umazinha - ela diz.
Mas por entre colchas & coxas
Em meio a ais e poxas, penso eu:
- Com ela, queira eu, poder ser feliz.

De seu sorriso de Vênus e boca macia
De uma volúpia majestosa
Daquela fabulosa goza
Donde o som saía, daquela que gemia.

De que me vale, suspirar em vão
Na noite fria de inverno, sozinho
Me perder, com ela no inferno
Quando aqui, meu consolo é minha própria mão.

sexta-feira, 17 de julho de 2009 Devaneios do Homem De 30 Anos

Pois então, que criatura é o homem de trinta anos, não? Todos debatem sobre as mulheres de Balzac, mas fica em questão esse que um dos seres mais míticos da nossa cultura.
Em geral quando as pessoas ao chegam em uma certa idade contraem matrimônio, constituem família, filhos, arrumam emprego e vivem felizes para sempre naquela monotonia para sempre. Fim. Mas e o que sobra para aqueles que abdicam de seguir esses, que são padrões os comportamento considerados ideais pelos olhos de nossa sociedade? Oras bolas! Diversão ilimitada e uma vida cheia de auto-descobrimento. Vamos analisar uma dos maiores exemplos de homem de 30 anos: O tiozão solteiro. Sim, esse folclórico ser que habita os churrascos em família nas tardes ensolaradas de domingo. Talvez esse que é símbolo máximo e mais visível no nosso cotidiano. Talvez não haja palavras pra descrever o comportamento de tão destoante membro familiar. Há apenas uma certeza: ele vai sacanear em algum ponto do encontro familiar, é batata. Em geral existem dois tipos de tios trintões: O bem-sucedido e tambem aquele que ainda mora com a sua avó, vê o Domingão do Faustão e acha graça.

O bem-sucedido: Tem um bom emprego, é engraçado e culto, sabe lhe dar com as situações difíceis com extrema facilidade e, sempre, sempre está bem acompanhado. Nos churrascos aparece sempre destoando dos demais, chegando com seu carro esporte do ano, sempre bebendo um bom single malt sem gelo, num gole só. Ah, como você quer ser aquele homem, é o ícone máximo de como se portar, sempre bem colocado com suas piadas inteligentes.
O tiozão: O mais comum dos “tios”. Aquele que quando chega, seu pai olha de lado, suspira e fala:

- Merda... Chegou aquele filho da puta.

Chega já bêbado, com a barba mal feita, fazendo grande alarde, destoando-se dos demais, e talvez fazendo o mais típico dos comportamentos: trocadilhos de duplo sentido recheados de picardia.

- Eaí Nelson, você gosta de verdura?

Vamos concordar, esse tipo de piada é engraçada, mas vai se desgastando depois que é contada pela mesma pessoa pela 239ª vez, e como se não bastasse você ter de ouvir piada você tambem tem rir para não ser o que seu tio é – um verdadeiro pé-no-saco.
Depois de passar o sábado todo no bar da esquina, bebendo com seus amigos etílicos, todos comendo churrasco de acém bebendo cerveja Cintra em copo americano e conversando sobre futebol. Depois de uma tarde fabulosa ele “se arruma” pra ir catar uma gatas, por algum clube decadente no subúrbio da cidade. A noite normalmente acaba ele sozinho ligando pro serviço de tele-sexo ou vendo um pornô de 5ª categoria; Isso tudo quando ele não pede pelo telefone os serviços de uma “acompanhante”, é claro.

Não pense que existem apenas estes tipos de trintões, existem outras variantes, como os padres, eremitas e serial killers a ponto de bala. A moral da historia é a seguinte: se você já chegou na casa do trinta e não tem família, casa & grana se preocupe, pois o tempo passa rápido, as opções vão se afunilando e ficar estagnado não é bom, porque afinal das contas, você quer ficar que nem o seu tio engraçadão?





- Acorda aí sobrinho!

segunda-feira, 29 de junho de 2009 Sábado no Divã

Eu sentei naquele divã. Tudo muito rústico, mogno para todo o lado. Livros empoeirados Ambiente meio sujo. A principio fiquei com nojo daquelas almofadas cheias de babados, aquele cheiro de ópio no ar, aquele cachimbo ainda fumegava uma fumaça fedorenta. Cinzas que abarrotavam o já cheio cinzeiro, ainda estavam espalhadas por todo canto, como que se as outras pessoas que estiveram por ali tivessem deixado seus restos, seus rastros, suas preocupações e neuroses.

- Você é realmente pode me ajudar?
- Mas é claro, eu me formei em medicina. Está vendo aquele diploma na parede? Nele está escrito que sou médico. Eu posso te ajudar.
- Hum.
- Interessante este seu “hum”...
Logo começou a rabiscar naquele bloco que estava em suas mãos.
- Porque interessante? – disse eu – Oque tem de mais eu falar “hum”?
- Mostra sua insegurança com relação as situações. Você tem feito sexo?
- Err... Sim, eu acho.
- Você acha?
- Qual a relação de sexo com o “hum”? Eu não vejo nada ligado ao meu “hum”.
- É ai que você se engana meu caro, tudo tem carácter sexual.
- Mas o meu problema é outro. Eu não sou inseguro nem coisa nenhuma. O problema é que a minha mãe...
- Complexo de Édipo... Prossiga.
- Como?
- Aqui está o problema. Você é inseguro por causa da sua mãe.
- Caralho. Não é nada disso eu só ia citar uma coisa que ela me disse sobre uma coisa e tu já vai lançando uma coisa nada a ver cara!
- Calma, calma. Você veio aqui para pedir ajuda. Você quer que eu te ajude ou não?
- É, quero sim. Desculpa, não era minha intenção ficar tão exaltado. Normalmente eu não sou assim...
- Você é como, então?
- Eu sou um cara pacífico, sempre prezo pela paz de espírito...
- Você sabe o que é transtorno de humor bipolar? Você é um grande candidato a sofrer desse mal...
- Comoéqueé? Cara... você tá realmente me tirando do sério. Eu não tenho essa porcaria que tu falou coisa nenhuma, eu to é ficando irritado porque tu fica falando que eu tenho um monte de problemas, ao invés de me ajudar. Uau, foi bom falar tudo isso!
- Sei, sei... O senhor é gay?

Nisso tudo, punhos ficam serrados, uma gotícula de suor escorre ao lado do rosto. Uma reação para cima do interlocutor daquelas perguntas era inevitável. Calmamente, respiro fundo e perguntei, como se não houvesse entendido:

- Como?
- Você tem relacionamentos com homens?
- Eu entendi a pergunta na primeira vez, eu quero saber, porque cargas d’água você ta fazendo essa porra de pergunta. Eu por acaso tenho jeito de boiola?
- Isso não vem em questão no momento... Eu apenas preciso saber.
- Porque essa pergunta? O Sr. Está interessado por acaso?
- Eu apenas estou perguntando. Responda se você é ou não, isso pode ser a causa de vários dos seus problemas.
- Não, eu não sou fruta
- Presumo então que você goste de mulheres, certo?
- Sim, e muito.
- Você bebe, fuma ou usa drogas?
- As vezes sim, mas não nessa ordem, obrigatoriamente.

Pois então que o médico olha no relógio, faz sinal que vai levantar-se de sua poltrona, exita, senta novamente e então fala:

- Eu acho que a nossa sessão acabou, por hoje. Eu vou lhe receitar lítio, o senhor já tomou?
- Não, nunca.
- Tudo bem então. Eu vou lhe fazer uma receita.

O médico se levanta então, vai em direção a escrivaninha, remexe alguns papéis e começa a escrever algumas coisas num bloco.
Também me levanto, seguindo-o, aproveito a falta de atenção e pego uma pesado busto empoeirado que estava sobre a lareira. Nisso me vejo precipitando o pesado busto de Minerva sobre a cabeça do pobre médico. Ele tomba. Do topo do corpo escorre o sangue de uma cor rúbia, que se acumula por entre os espaços das tábuas de madeira do chão, encharcando aquele tapete, já bastante carcomido pelas traças. O cheiro de ferro do sangue me vem as narinas. Com afetação aprecio aquele momento e vejo o quão fina é linha entre a vida e a morte. Encho-me êxtase e logo saio da sala, para nunca mais voltar ali.

Talvez ele estivesse certo, talvez eu tivesse todas aquelas coisas que ele me havia dito. Mas o mais provável é que eu seja só um psicopata comum. Acho que ele nunca vai saber ao certo. Provavelmente porque ele está mortinho da silva naquela merda que fede. Entendeu? Eu matei ele, cara. Merda, eu matei o cara. É isso: eu sou um maníaco homicída! - No fim das contas isto tudo serviu para algo, ao menos sei bem qual é o meu problema. Que merda fodida é tudo isso, não?






Chupa essa, Freud.

sexta-feira, 26 de junho de 2009 Michael Jackson morreu. E agora, mortais?

PAULO H.

E então? Acha que esse fato não vai mudar nada na sua vida? Pense de novo, pequeno gafanhoto. Michael Jackson já era. Babaus. Zé fini.

Se ainda estivéssemos nos '80, ou talvez até nos '90, muita gente sentiria uma palpitação irregular só de ler essa frase. Caos na vida social. Aqueles que tinham um LP ou mais, estariam na frente da TV há mais de meia-hora, observando a figura do Bonner, checando se os lábios dele sincronizam com o áudio. As palavras "morto", "Michael" e "Jackson" não teriam sentido na mesma oração, à menos que se tratasse de uma negação. Caos na rede telefônica. A Internet, se estivesse lá, teria ido tomar um cafezinho enquanto a poeira não se assentasse.E quem sabe não estariam no site da multinacional acompanhando minuto à minuto a necrópsia do corpo "... Agora o rim foi tirado e encontraram uma secreção branc-- Hey George, já disse para não comer Xís aqui dent-- piiiii". E ainda existiriam aquelas quatrocentas e vinte e duas mil e duzentas e quatorze fãs #1 que estariam desmaidas, ou desidratadas, ou atônitas, ou... Caos na rede hospitalar.

CAIO

O Rei do Pop esticou as canelas, mas e agora? O Maicou era um alienigena (vide MIB), um cara incrível. Que nem ele só talvez o Elvis e o FabFour, mas uma coisa é certa: você tem uma banda que faz sucesso, que as groupies se matam para pegar aquela sua cueca carimbada, então é bem provável que você morra - sim, como todos nózes - mas uma coisa você com certeza fez: teve uma banda de sucesso. Uau que bonito, não?

Todos amávamos o pequeno Maicou, isso é inegável. E vamos continuar amando, mesmo assim, mesmo que ele gostasse de brincar de médico com garotinhos, morasse num parque de diversões ou usasse aquela luvinha branca nojenta que a Ana Maria Braga usava.

Pelo menos ele não morreu no próprio vômito, né? Afinal quem morre proprio vômito hoje em dia? Ninguem ora bolas. Ninguém!


Coloque aqui o seu nariz


*PS.: Agora, no finalzinho... Pense comigo: Você faz um teste na frente de alguém que pode mudar a sua vida, aparece na TV, ganha fama mundial, vira sex symbol, acumula alguns milhões e prepara-se para a aposentadoria. Aí, de repente, morre. Você imagina que ganhará a primeira página nos jornais e a TV fará programas especiais de última hora e sua imagem estará em cada blog, sites de agências de notícias e milhares de pessoas irão fazer uma marcha até o local do funeral, acompanhando os seus restos mortais. Aí, vem um filhodeumap**a, imbecil, deformado e efeminado muito mais famoso/rico do que você e rouba o mundo. Farrah Fawcett, nós lembramos de você.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009 Coisas Que As Mulheres Nunca Vão Dizer

Outro dias desses, estava eu cá com meus botões, pensando(?) em questões filosóficas que pessoas simples não conseguiriam compreender em mil anos quando, de repente, minha mãe bateu na porta do meu quarto e disse pra mim acordar, que o almoço já estava pronto e ninguém ia me esperar pra comer. Pronto. Bastou aquilo pra me atiçar a vontade de comer. Acabei chegando ao raciocínio que era muito cedo pra acordar ainda e sobraria algo pra mim comer mais tarde, algo que mais tarde descobri ser algo não muito certo em se fazer, mesmo assim virei pro lado e continuei a dorm... digo filosofar.

No sonho que eu tive, que na maioria das vezes tem algum elemento digamos... erótico, eu estava na escola (fragmento de um complexo mal-resolvido talvez...) e lá pelas tantas Margareth* estava me provocando com palavras de baixo calão:

- Eu quero por trás.

Sonho é aquela coisa bizarra né. Tu começa a fazendo uma coisa e simplesmente do nada está numa outra situação completamente diferente. Nada muito diferente da vida real né.
Então acordei de novo. Lá estava eu na cozinha então. Enquanto fazia um miojo as 4 horas da tarde comecei a pensar(?) nas coisas que as mulheres não falam. Sim, mulher é um ser bastante complexo e eu nunca entendi muito bem. Mas quem sou eu para querer entender o sexo feminino quando nem Sigmund Freud (aquele austríaco maluco que curtia uma branquinha pura, sabe. ) soube entender.

Resumindo a ópera, por experiencia própria cheguei a uma lista de pensamentos que remetem ao universo feminino mas que nunca serão ditos pelos seres ditos do sexo frágil. Aqui estão alguns destes:

- Querido, eu não sei dirigir bem, manobra o carro pra mim?
- Nossa, como estou magra. ou
- Estou magérrima! Preciso ganhar uns 4 quilos. (impossivel)
- O Brad Pitt é feio. (pecado! pecado!)
- Tá querido, desculpa eu peidei mesmo, admito.
- Hum amor, que meia cheirosa essa jogada em cima da cama junto com a toalha molhada.
- Hoje eu não quero ver a novela. Coloca no futebol.
- Meu querido, o que tu acha de chamar a Marcinha*, aquela minha amiga que tu acha gostosa, pra fazer um ménage à trois?
- Eu te entendo perfeitamente.
- Não vai esquecer de ir no happy hour com os teus amigos hoje.
- Eu adoro as tuas ex-namoradas.
- Eu adoro tua mãe.
- Eu adoro quando tu arrota.
- Eu adoro dar o c*.
- Quem sabe hoje não tentamos algo diferente? Quero fazer por trás!
- Hoje não tô com dor de cabeça.
- Adoro filme de sacanagem.
- Odeio ir no shopping. (sacrilégio)
- O Brad Pitt é feio. (sério, impossivel)
- Me dá aquele bife. Aquele mal-passado.
- Ela é mais bonita do que eu, admito.
- Você esqueceu meu aniversário de novo? Tudo bem.
- Tu não quer dançar tambem? Eu fico aqui contigo?
- Tá cansadinho né, posso lavar os teus pés?
- Adoro o teu chulé.
- Não quero dinheiro.

*(Os nomes aqui foram mudados para manter as indentidades preservadas e não causar nenhum contrangimento.)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008 É aqui que vendem pão?

Situações estranhas I
Quem nunca vivenciou situações estranhas? Pois é, vou eu aqui exemplificar situações não muito confortáveis baseadas em fatos verídicos ( ou não) que acontece em nossas vida (ou não). Esta será a o primeiro de muitos textos relacionados a coisas bizarras e suas conseqüências nas vidas, será caso me der vontade, se não vou fica abrindo aqueles imeils de pornografia que todos recebem. Pensando bem, a pornografia...

No Ônibus

Que beleza é pegar aquele busão cheio de gente, muvuca. Nos ônibus é possível achar todo tipo de gente, é o transporte das massas. Tudo começa na parada de ônibus mesmo, é aquele amontoado de gente esperando chegar o transporte, e quando chega é um alvoroço. Todo mundo querendo entra bem rápido, ali já começa: aperta aqui, puxa lá, uma safadeza. Quando tu consegue entrar já é um triunfo, mas conseguir um lugar para se sentar, isso sim é um passo maior. Se tu se sentar num lugar reservado aos idoso é uma barbada, mas se chegar uma velhinha obviamente vai ceder o lugar a ela não é? Isso é o que os mais educados fariam, mas você NÃO! Não dá lugar coisa nenhuma! É só fingir que ta dormindo que a velhota vai embora. Mas se você for educado (trouxa), e preferir ficar de pé, aí sim é diversão garantida ou seu dinheiro de volta! Por onde começar... São tantas as opções, o que fazer? Tu pode se aproveitar e passar a mão legal! =) Mas cuidado onde e em quem você vai se aproveitar, existe a chance de levar um tapa ou acharem que tu ta roubando alguém, daí é pobrema mermão. Pode sair direto pro camburão e terminar sua viagem ao lado de algum lixo humano, com parada na delegacia. Se acontecer isso parabéns, será uma experiência única, porque viagem de ônibus é tudo chata e entediante mesmo, mas se não acontecer pegue um taxi na próxima.

terça-feira, 29 de abril de 2008 Coi mai bem boua

O mundo do Pop e suas maravilhas (oi?)

Pois é. O qué pop, melhor perguntar, quem não é pop?? Certo dia eu tava andando na rua e olhei o cd do Teixerinha na vitrina da loja, com certeza ele não era pop. Esquece. Teixerinha não tem nada a ver com o pop, mas seu bigode era muito característico, e logo é pop. Epa!

Quem nunca ouviu um pouquinho da programação de uma radio daquelas ultra-flash-back-in-black ( que viagem de 8 horas horrível...) ou ouviu os discos da mamãe ? pois é, alem de você perder um tempo considerável ouvindo musica de má qualidade, percebeu algo mais, conseguiram fazer algo pior do que aquilo de antes. Sim, essa musica que você ouve hoje consegue ser pior. Pode me chamar de retrógrafo, nostálgico ou qualquer outro palavrão porque isso é você, só creio que entre ouvir musica pop de hoje e de antigamente prefiro não ouvir nada, é tudo lixo mesmo. Coloca todos esses artistas num buraco e toca fogo (hum torresminho...) porque não sei o que é pior: viver com esse tipo de cultura ou não ter que criticar. Tudo culpa dessa maldita rede de computadores que divulga informação inútil de gente alienada(?). Toda informação a um clique de um dedo engordurado, agora você pode ouvir o novo hit de um banda da região separatista da cashimira que faz musica experimental com uma taquara de bambu e um porco (torresmo...).

Pois é broto, o mundo é pop, até o Papa é pop.

Não podia acabar sem falar essa frase sem graça sabe?

Mas eu não acabei! É musica Pop, bom demais se acabasse rápido! Ahá! Truques de mente sabe? O pior de tudo é que eu gosto de pop. É isso ai, droga! Essa maldita mania vai escalando pelas entranhas e se aloja e aos poucos pobremas vem à tona. E fique sabendo: eles são horríveis. Eu próprio tenho um amigo de um amigo da manicure da minha vó que desenvolveu Sindrome de Tourette só de ouvir a Antena 1 na enquanto dirigia na hora do rush. É deprimente... Mas que fazer???

Agora vamos curtir um bom synth-pop galera!!!